segunda-feira, 20 de abril de 2015

Demon Days


In these demon days,
It's so cold inside,
So hard for a good soul to survive
You can't even trust the air you breath
Because Mother Earth wants us all to leave
When lies become reality
You numb yourself with drugs and TV
Lift yourself up it's a brand new day
So turn yourself round
Don't burn yourself, turn yourself
Turn yourself around
Into the sun!

terça-feira, 14 de abril de 2015

sábado, 11 de abril de 2015

Sobre sinceridades e confusões.

Um ano e meio atrás, havia na minha sala de aula uma colega da qual não preciso dizer o nome. Não conversávamos, fazíamos alguns trabalhos em grupo juntos e...só isso. Podiam passar semanas e geralmente meses sem ela me ver, mas sempre que ela me via, ouvia a mesma resposta, dita de forma bem automática.

- Oi Edu, como tá? Saudades. - e se virava para outro lado ou engatava em outro assunto sem esperar minha resposta.

Pensando nisso, eu lembrei da primeira vez que eu senti na pele como era a resposta de uma pessoa sincera, quando eu falei exatamente a mesma frase da minha colega acima para outra pessoa, seguindo com ela respondendo:

- Não, você não está com saudades.

Era verdade.

Não vou mentir, eu exerço a mentira em suas várias formas, como todo mundo. Quando não é uma declaração verbal, um gesto falso, é em sua profundidade, eu querendo acreditar que algo aconteceu de certa forma quando na verdade foi o contrário.

Uma vez ela me disse:

- Eu te amo, mesmo terminando desse modo.

Eu gostaria de acreditar que não é verdade, que ela não sabia o que estava dizendo ou só diria o que pudesse aliviar minha dor naquele momento. Há várias formas de pensar e querer interpretar essa afirmação. Eu as vezes pego o caminho mais fácil e tento acreditar que isso não é verdade.

Mas vocês, todos vocês estarão de prova: No dia em que os céus descerem em forma de sombra sobre a minha cabeça, junto ao baixo som grave junto aos meus ouvidos, eu irei levantar minha cabeça e falar para mim mesmo: Você, Eduardo, não pode escapar dessa dor, pois é a sua vivência, você goste disso ou não.

Há momentos em que você os recorda com um sorriso no rosto. Há momentos em que não importa quantos sentimentos bons se expressavam no seu rosto ao vive-los, alguma coisa ferrou com tudo e você não consegue mais olha-los como era antigamente. Onde está minha sinceridade em negar isso? Uma realidade tão dura como uma porta do banheiro batendo no seu rosto quando você pretendia sair.

E sinceramente? Quem não quer sair e deixar o que foi para trás? Talvez para ti, já tenha até passado a hora. Eu não vou dizer que estou pronto para tal, mas, talvez para ti, já tenha até passado da hora.

Eu não sou uma pessoa boa para receber palavras de conforto em meio ao caos que foi criado. Mas sabe de uma coisa? Sempre há algo sobre nós que alguém evita falar sobre, por vários motivos. Ninguém é uma exceção nisso e se vocês não derem um jeito de conviver com essa verdade, eu tenho é pena.

Pena, de mim que se encontra na dualidade da aceitação e negação. De você, que procura uma fundação nas nuvens brancas, ao invés de procurar nas raízes mais profundas dessa terra sábia que por muito já passou e hoje firmemente permanece.

domingo, 29 de março de 2015

O significado da arte

Já tem um tempo que eu me pergunto: O que é a arte?

Eu li alguns livros sobre (dos quais eu nunca terminei), conversei com muita gente, ouvi opiniões, mas nada prendia na minha cabeça o suficiente para eu me convencer de que tal descrição é, arte.

Então aconteceu a terceira edição do Inactu de 2014, onde fiz parte. Poderia dizer que muita coisa mudou a partir daí. A grande parte delas foi pelo conflito de ideias, conceitos e visões com outros artistas. Só recentemente pude, em minha mente, dar um nó em todos momentos que ocorreram na edição.

A segunda razão foi quando comecei a rascunhar meu livro. Ora, meu livro em si é sobre experiências artísticas que acontecem dentro de uma história, mas isso poderia ter sido muito limitado conforme eu vejo meu mundo. Ainda é de certa forma.

Então, um dia eu cheguei a formular uma descrição sem querer: Arte é o "E se". Arte é o imaginar, é pensar o mundo de uma forma que ele não é. Se tal coisa fosse diferente? Se o x fosse o y? Isso é arte.

Após pensar novamente, essa descrição se encaixa muito bem com a loucura que minha cabeça produz diariamente. Cada ideia, cada vontade de criar vem da necessidade de mudar o atual para algo que não existe.

Minha cabeça é um mundo e o avesso do mundo que eu vivo é arte.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Dia de Saturno

Já comentei que esse blog de certa forma virou um tipo de diário?

Ele tá bem longe de ser um diário na real (até por que o meu está morto, muahaha), mas tem sido inevitável sabe. Esses meses foram meses intensos de descoberta, então a vontade de falar sobre mim é mais forte do que nunca. Na verdade é mais o interesse de registrar e compartilhar com quem tiver interesse em ler, então aqui vai.

Hoje eu vou contar sobre:

A incrível saga do dedo inchado.

Sim, dedo inchado.

Eu estou com um inchaço no meu dedo do meio da mão esquerda. Todos os dias eu cuido dele e coloco um band-air para proteger pelo resto do dia.

Uma das coisas mais características de um dedo inchado é que, quando você, ao fazer um pequeno gesto como encosta-lo em alguma superfície, a alta sensibilidade do inchaço vai automaticamente fazer você perceber que ele está ali. E doí. É algo pequeno, porém quando é para mostrar que existe, você sem dúvida alguma vai perceber.

Parece muita coisa indesejável na vida, não? Pois é, vai ai um pensamento solto para ocupar a cabeça vazia de vocês.
Quero eu dizer algo com isso? Não.

O que eu gostaria de dizer hoje é:


  • Hoje é uma sexta-feira e, como de praxe, mais uma madrugada do ano que eu não consigo dormir.
  • To considerando excluir o facebook. Esses meses sem usar as redes sociais tem sido quase uma transformação.
  • Comprei um caderno A4 sem pauta simplesmente MARAVILHOSO para começar a escrever/rascunhar meu livro.
  • Os CDs novos do Phoenix e do Interpol estão muito bons.
  • Tive um pesadelo ontem. Normal.
  • Meu aniversário está chegando e não consigo imaginar eu passando essa data querida de uma forma bem solitária, ignorando qualquer recado mal feito recebido pelo facebook. Um email seria mais interessante, pensando agora...
  • Os dias são muito mais difíceis quando você encara seus problemas de frente.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Este é um post sano.

Ok, lá vamos nós. Vamos aos fatos:

Fato #1: Definitivamente não vou me lamentar ou me criticar nessa postagem. As lembranças rotineiras já fazem isso por mim e posso dizer que to fazendo um trabalho moderadamente bom em responde-las com um sorriso.

Fato #2: Em virtude de eu ter me desligado da minha vida virtual e imaginar que pouquíssimas pessoas ainda mostraram interesse em ler esse blog (teve uma postagem do mês passado que foi visualizada 27 vezes, o que me assusta um pouco), admito que nessa postagem não jogaria indireta para ninguém, muito menos para mim ou quanto a mim.

Fato #3: Essa vai ser a postagem oficial de uma mente limpa e menos nebulosa. Isso é importante? Depende de quem se interessa. Eu me interesso? Sim, mas não a ponto de escrever isso para alguém. Hoje eu pensei nos fatos #1 e #2 e pulei do banho direto para o blogger na vontade de escrever pra mim e minha pessoa somente.

Aqui vou compartilhar em primeira mão algumas (não todas) coisas que estou fazendo e que tem me deixado distraído/animado/feliz. E dizer que eu estou feliz sempre, sempre, sempre foi algo muito estranho de entender, mas vou comprar a ideia nesses vinte minutos de texto.

Lista do que estou fazendo


  1. Um livro, do qual ninguém vai saber que sou o autor.
  2. Escrevendo uma proposta para que a Exposição InActu vire um projeto de extensão e alcance o merecido destaque.
  3. Abdominais. Na verdade, exercícios em geral usando somente o corpo como peso. Difícil explicar como estava feliz quando conseguir plantar bananeira com as pernas abertas e me manter 3 segundos sem apoio.
  4. Trabalhando, muito. To ficando mais tempo no decanato de extensão e indo direto para o Senado. Não tenho ideia de como tudo vai ser quando meu semestre começar.
  5. Fazendo minha grade para pegar todas as disciplinas que eu preciso para me formar esse semestre.
  6. Pagando dívidas. Metade já foi! (na verdade mais que metade, eu acho...não sei, enfim, estou pagando e mês que vem provavelmente quitando).
  7. Bebendo pouco, ESPECIALMENTE em comparação com ano passado, quando em fevereiro/março cheguei a vomitar em uma parada de ônibus. Sei que se nesse ano não ficar bêbado, realmente não vou ficar surpreso.
  8. Lendo um livro por semana. Ontem terminei o Guia do Mochileiro das Galáxias vol. 3 e hoje comecei Neil Gaiman. Admito que Gaiman não é um ator que me prende, mas como eu tava desesperado enquanto abria minhas caixas de sapato procurando livros não acadêmicos para ler, encontrei uma grande caixa de papelão que construí ano passado e vi um lindo Coisas Frágeis vol. 2 devidamente embrulhado. Começamos bem.


Quanto a amizades, well, tem sido difícil, mas na minha necessidade de chamar alguém para conversar definida em uma vez por mês, tenho aproveitado os momentos.
Comecei uma agenda. To controlando os gastos e o que to comendo. E PASMEM (meio gay eu sei) que em um mês essa mudança alimentícia me fez emagrecer consideravelmente.

Tudo isso não faz a vida mudar o que tem sido desde o começo do ano. Não faz eu errar menos no passado e definitivamente não me faz ganhar o tanto que queria para ajudar a comunidade, porém tem me distraído. Tem me distraído de sonhos repetitivos, da culpa, da vontade louca e irresponsável de abrir uma janela de conversa e outras tantas coisas mais. Tem sido bom? Hm...sim, mas pode ser melhor.

Sempre tem como ser melhor,

Uma frase que eu pensei hoje no ônibus e quero registrar aqui por que não vejo outro lugar para isso:

"E ele falou para o viajante:
- Você mudou tanto desde a última vez.
No que ele respondeu:
- Eu sempre me mudo."

E outra frase que soa como uma profecia de um projeto que vai acontecer nesse ano:

mas como eu falei, outra pessoa vai ficar encarregada de tudo isso e vai comunicar, aproveitar esses cacos melhor do que eu nunca farei. E vai melhorar a vida de muitas pessoas.

E para terminar

Fato #4: Se você, seja quem for, estiver lendo isso, faça o seguinte: Não me procure. Eu não quero ser procurado, só surpreendido. Deixa a procura por conta de quem escreve.